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Dicas gerais sobre calçados

Calçados de acordo com o modelo

Escarpim: Sapato feminino fechado, também chamado decotado, geralmente de salto alto ou médio.

Luís XV: Sapato feminino similar ao escarpin, mas geralmente de bico fino e salto bem alto.

Chanel: Sapato feminino aberto atrás (no calcanhar), onde uma tira circunda o pé, de salto alto ou médio.

Sandália: Sapato aberto, fixado ao pé geralmente por tiras.

Sapatilha: Sapato geralmente feminino, decotado, de salto baixo ou sem salto, com solado flexível e cabedal em material macio.

Tamanco: Sapato constituído de um solado (cepa) de madeira ou plástico, inteiriço, com um cabedal também inteiriço que cobre o peito do pé.

Chinelo: Sapato aberto, macio, fabricado nos mais variados modelos, com salto baixo ou sem salto.

Mocassim: Sapato em que o cabedal envolve todo o pé, apresentando uma peça característica na gáspea, espelho ou pala costurada à mão.

Tênis: Sapato destinado originalmente à prática de esportes, mas hoje de uso geral. Fabricado com diferentes alturas de cano tipos de solado e materiais de cabedal.

Bota: Sapato dotado de um cano, ou seja, de uma parte traseira que cobre pelo menos o tornozelo, subindo pela perna até abaixo, além ou na altura do joelho. Dependendo da altura do cano e das suas características de modelagem, pode chamar-se bota, botina ou botinha.


- Inchamento dos pés: Nossos pés tendem a inchar a medida que o dia avança, chegando a aumentar até o equivalente a meio número, sobretudo em tempo quente. 

- Calce com meias: Ao escolher um novo par de calçados, principalmente tênis, procure experimentá-lo usando o mesmo tipo de meia que vai usar no seu dia-a-dia. A grossura da meia ou a ausência dela faz uma grande diferença no calce de um calçado.

- Pés diferentes: São poucas as pessoas que têm os dois pés exatamente iguais em comprimento e largura.
(mesmo com diferença de 1 numero ou mais em nossa loja é possível encomendar só 1 par, com pés diferentes)

- Largura correta: Diz-se que o ideal é que o pé seja "abraçado" firme e suavemente pelo calçado na zona da articulação. Se o calçado for muito largo nesta zona, o pé automaticamente escorregará para frente e se formará uma folga no calcanhar, levando a pensar que o mesmo está muito grande no comprimento, e partindo para um número menor, o que é um erro.


Conservação

- Tempo para respirar: Não se deve usar o mesmo par de calçados dia após dia, sem descanso. É preciso dar-lhe tempo para respirar, ou seja, permitir que a transpiração acumulada durante o uso possa ser liberada para o exterior, mantendo o calçado seco e confortável. O ideal é alternar seu uso, dando a cada par pelo menos 24 horas de descanso.

- Limpeza antes de tudo: É fundamental que antes que se aplique qualquer produto nos calçados de couro, se proceda uma limpeza cuidadosa, para que se retire o pó ou terra que estejam sobre o couro e possam arranhá-lo. Se o calçado estiver apenas empoeirado ou pouco sujo, basta recorrer a um pano seco ou a uma escova com cerdas bem macias para efetuar a limpeza. Se estiver muito sujo ou embarrado, os cuidados devem ser redobrados.
Deve-se primeiro tentar retirar a sujeira quando ainda está úmida. Depois, esfregar levemente com um esponja macia e apenas úmida. É recomendável que em qualquer circunstância, limpar, secar e guardar os calçados logo após seu uso se transforme em rotina. Entretanto, jamais se deve secar um calçado, seja ele de couro ou não, junto a fontes de calor intenso, como secadoras de roupa, aquecedores, estufas, fogões, muito menos ao sol. Ao primeiro sinal de desgaste, os calçados devem ser enviados a um sapateiro para conserto.

- Atenção aos baixinhos: Se a folga no calçado adulto é necessária para o alongamento dos dedos ao caminhar, no calçado infantil há ainda mais um fator importantíssimo a considerar. Trata-se da folga extra que deve haver no bico para acomodar o crescimento natural do pé infantil.

- Anatomia e biomecânica do pé: Caminhar é tão natural para nós como respirar, falar e comer. Entretanto é das funções mais complexas, e envolve 650 músculos e 80% dos ossos de nosso corpo. E é sobre o "pé" que repousa a grande responsabilidade de que o nosso caminhar seja harmônico, suave e agradável. O pé é peça fundamental para locomoção do ser humano.

- O Calçado deve ter: características que lhe permitam proteger o pé sem prejudicá-lo ou causar-lhe dano. Dependendo de como é concebido pelo fabricante e também escolhido e comprado pelo consumidor, o calçado afetará de forma negativa ou positiva na saúde e performance do pé e de todo o corpo. Embora o calçado tenha a função básica de proteger, hoje em dia exige-se bem mais dele. O segredo de um bom calçado está em se aliar: moda, saúde, durabilidade e conforto.


Como se faz um calçado

O modelista fará uso de sua criatividade primeiro desenhando no papel ou na forma sobre a qual posteriormente será montado o calçado. Desenha-se os moldes para várias peças e são confeccionadas navalhas especiais para o seu corte. Cortadas as peças, elas são encaminhadas para costura. Estima-se em média que um calçado é bem elaborado quando possui de 20 a 25 peças componentes.


Tipos de Couro

- Couro: Pele depois de sofrer o processo, denominado curtimento, que a transforma em material imputrescível. Todavia, as peles curtidas com pêlo ou lã, ou as exóticas (peixe, rã, crocodilo, cobra), mesmo que curtidas, ainda são chamadas de peles.

- Flor: Camada superior da pele que fica exposta após a etapa de depilação. A flor com reentrâncias, os furos onde estavam os pêlos, forma um desenho que é típico de cada espécie de animal. A flor também pode revelar a idade da pele.


Sistema de numeração dos calçados

Há três sistemas básicos universais: Inglês, Americano e Francês.

Sistema Inglês e Americano: Baseiam-se na polegada (unidade de medida inglesa), que corresponde à l/3 do pé ou 2,54 cm. Entre um número e outro há uma diferença de 8,466 mm.

Sistema Francês: Baseia-se no centímetro, e a diferença entre um número e outro é de 6,666 mm. No Brasil, utilizamos a escala francesa modificada. Ou seja, um calçado número 37 na França corresponde para nós a um 35.

Como surgiu a numeração dos calçados: Tudo começou em 1305. O rei Eduardo I, da Inglaterra, decretou que se considerasse como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada alinhados. Os sapateiros se entusiasmaram com a idéia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho padrão, baseando-se nos tais grãos de cevada. Um calçado que medisse, por exemplo, 37 grãos de cevada era conhecido como tamanho 37.


Como conservar os calçados

É importante que o consumidor esteja bem consciente de que os calçados, como nós, também envelhecem e que o seu desempenho e a sua aparência após algum tempo de uso dependem muito de como cada calçado foi escolhido, usado, cuidado e conservado, importante saber como limpar, sola ou solado e o calçado como um todo. 

* Fonte: CTCCA – Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins/RS

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